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Entrevistas (Parte 1)

Pensaram que eu tinha esquecido, né? Nana-nina-nãããããooooo!!! 

Não esqueci de contar pra vocês como foi minha odisseia para escrever o TCC em formato de livro-reportagem. É que meu tempo anda meio difícil mesmo, muita coisa acontecendo e eu dei prioridade em atualizar as novidades. Mas aqui vai mais um capítulo!

O pioneiro João Gnutzmann
Como eu disse no post anterior, quando comecei minhas pesquisas não encontrei nenhum documento, nenhum registro sobre o o início da Igreja no Amazonas. O máximo que eu consegui foi tirar cópias de algumas atas de comissão da UNB (União Norte Brasileira) e ACeAm (Associação Central Amazonas). Mas não ajudaram em quase nada. Rapidamente eu entendi que tinha que começar logo as entrevistas, senão perderia muito tempo no cronograma. 

Fiquei sabendo de alguns descendentes de pioneiros que moravam bem próximos de mim, na região do Unasp. No Condomínio Lagoa Bonita mora até hoje Noemi Gnutzmann, filha de João Gnutzmann. Ele era pastor e também foi o primeiro professor da Fazenda Centenário, dava aulas num barracão que durante a semana era escola e aos sábados virava igreja. Ele dava aulas para todas as séries ao mesmo tempo! Gente, eu também sou professora, não consigo me imaginar lecionando desse jeito! Mas naquele tempo a necessidade pedia, né? Passei a tarde inteira na casa de dona Noemi, ela me contou tudo... desde a época que o pai era missionário na África até como foi o período quando eles moravam em Maués-AM. Uma história linda!

Davino Albuquerque e a esposa Floriza
Também moravam perto do Colégio, mas não no Lagoa Bonita, Dulce e Doraci Albuquerque, filhas de Davino Albuquerque. Elas também moram até hoje no município de Engenheiro Coelho. O Unasp faz parte de Engenheiro Coelho, mas fica longe da cidade, pois é uma fazenda. Na verdade, as irmãs Albuquerque moram num sítio do outro lado da rodovia, mas elas estão mais próximas de Engenheiro que o Lagoa Bonita. Pois bem, fui lá e conversei com as duas também o dia todo. São tantas histórias! Pra vocês terem ideia, o pai delas era católico fervoroso e quando a mensagem adventista começou a se espalhar em Maués, ele era um dos que perseguiam os adventistas. Tempos depois conheceu Leo Halliwell, se converteu e foi o grande incentivador da Educação Adventista em Maués.

O casal Sonila Michiles e Itanel Ferraz
Outra que eu também entrevistei foi Sonila Michiles, mas ela não morava próximo do Unasp. Na época ela morava com o marido, pastor Itanel Ferraz, em Porto Feliz. Acho que fica perto de São Paulo. Eles tinha tantas histórias pra me contar que um dia só não foi suficiente. Ficamos o dia inteiro conversando (minhas entrevistas são, na verdade, conversas), ela me contou toda a história da família, como eles conheceram a mensagem adventista, o envolvimento deles com o evangelismo na cidade etc. Era tanta história que anoiteceu e nós não tínhamos terminado. Eu dormi na casa dela e no outro dia continuamos a entrevista. Nossa, muita coisa! O pai dela, José Batista Michiles, foi nada mais nada menos que a primeira pessoa que recebeu o pacote de estudos bíblicos em Maués. Ele estudou por um ano o material com a família e, depois disso, os missionários americanos voltaram para tirar as dúvidas. Foi por meio de JB Michiles que as primeiras pessoas foram batizadas.

Bom, essas foram as primeiras entrevistas que eu fiz para o TCC. Como eu morava em São Paulo ficava mais prático começar as entrevistas em São Paulo mesmo. Depois dessas eu parti para as entrevistas em Maués, Manaus e Belém. Mas eu vou falar disso no próximo post, pode ser? Senão o texto fica muito grande e eu sei que é um saco textão na internet, eu mesma não leio. E, óbvio, não quero perder meus leitores, claro!

Agora deixa eu ir ali estender a roupa que está desde de tarde dentro do máquina. Um cheiro!

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