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| Jornalista Diogo Cavalcanti |
Loriza resgata essa história escrita com lágrimas e suor por homens e mulheres, jovens e idosos de diferentes origens e nacionalidades. Ela mesma, descendente do inglês Horace Kettle, revela detalhes sobre o poder transformador da mensagem da volta de Jesus. Fala sobre pessoas que se doaram, tornando-se uma inspiração para a família adventista mundial. O livro é marcado pelo idealismo de jovens como Leo Blair Halliwell, que foi tocado pelas necessidades dos ribeirinhos amazônicos. Sentindo-se compelido, lá em Charles City, Iowa, ele partiu para uma região tórrida, úmida e desafiadora, renunciando todos os confortos e o carinho da família.
Partiu com sua esposa Jessie de sua terra natal para servir os pobres e doentes, num trabalho médico-missionário. As histórias do casal encantam gerações até hoje. No livro temos uma ideia do trabalho do casal que lidava com situações chocantes, como um episódio em que Halliwell se deparou com um casebre repleto de redes de dormir, com cerca de vinte pessoas tremendo violentamente por causa da malária, as quais logo começou a tratar. Colportores pioneiros como o alemão Hans Mayr, o escocês André Gedrath e o brasileiro Pedro Kettle serviram sob as mais difíceis condições, perseguidos por mosquitos e padres, remando ao longo de semanas, enfrentando tempestades e correntezas, enfrentando doenças sem nenhuma infraestrutura, sem qualquer garantia de recompensa terrena, e, para nossa surpresa, sem reclamar! Logicamente, havia muitos motivos para sorrir, mas as alegrias não se comparavam aos sacrifícios.
Amparada em dezenas de fontes, a maioria delas, entrevistados, Loriza liga o passado ao presente, revelando a contribuição dos adventistas amazonenses no contexto nacional, tanto na igreja quanto na sociedade. Jovens adventistas da região estudaram e lecionaram nas instituições adventistas de ensino do Sudeste, como Erison Michiles, o primeiro pastor adventista da região Norte, que também atuou como professor em várias regiões, e Eunice Michiles, a primeira senadora do Brasil. Do ponto de vista institucional, o trabalho em favor da saúde dos ribeirinhos repercutiu na fundação do Hospital Adventista de Belém, que, junto a seu equivalente em Manaus, são hoje referência de medicina de alto nível não só na região Norte, mas no país.
O mesmo se pode dizer do ramo educacional, que se originou das escolas paroquiais e hoje conta com milhares de estudantes. Porém, o que tudo isso significa? A resposta a essa pergunta é um dos maiores legados de Uma Igreja na Selva. Mais do que transmitir informações históricas, ou destacar um grupo religioso, a autora procura transmitir a mensagem que flui naturalmente das biografias. Em vez de uma narradora distanciada dos fatos, Loriza se envolve passionalmente com eles, pois faz parte deles e acredita neles, especialmente pelo que têm a ensinar.
Por isso, o livro transmite uma mensagem de amor à Verdade, altruísmo, fervor missionário, confiança em Deus, fazendo-nos refletir sobre o que temos feito em nossa curta existência neste mundo. Ao ler o livro de Loriza Kettle, somos desafiados a não deixar a chama dos pioneiros se apagar. Pelo contrário, devemos reacendê-la, voltar à Bíblia e aos rios de necessidades para ajudar e levar uma palavra de ânimo a quem precisa, como Jesus ensinou. Portanto, Uma Igreja na Selva é leitura obrigatória não só para quem deseja conhecer a história da Igreja Adventista no Brasil, mas para aqueles que buscam inspiração e propósito para a vida.
Partiu com sua esposa Jessie de sua terra natal para servir os pobres e doentes, num trabalho médico-missionário. As histórias do casal encantam gerações até hoje. No livro temos uma ideia do trabalho do casal que lidava com situações chocantes, como um episódio em que Halliwell se deparou com um casebre repleto de redes de dormir, com cerca de vinte pessoas tremendo violentamente por causa da malária, as quais logo começou a tratar. Colportores pioneiros como o alemão Hans Mayr, o escocês André Gedrath e o brasileiro Pedro Kettle serviram sob as mais difíceis condições, perseguidos por mosquitos e padres, remando ao longo de semanas, enfrentando tempestades e correntezas, enfrentando doenças sem nenhuma infraestrutura, sem qualquer garantia de recompensa terrena, e, para nossa surpresa, sem reclamar! Logicamente, havia muitos motivos para sorrir, mas as alegrias não se comparavam aos sacrifícios.
Amparada em dezenas de fontes, a maioria delas, entrevistados, Loriza liga o passado ao presente, revelando a contribuição dos adventistas amazonenses no contexto nacional, tanto na igreja quanto na sociedade. Jovens adventistas da região estudaram e lecionaram nas instituições adventistas de ensino do Sudeste, como Erison Michiles, o primeiro pastor adventista da região Norte, que também atuou como professor em várias regiões, e Eunice Michiles, a primeira senadora do Brasil. Do ponto de vista institucional, o trabalho em favor da saúde dos ribeirinhos repercutiu na fundação do Hospital Adventista de Belém, que, junto a seu equivalente em Manaus, são hoje referência de medicina de alto nível não só na região Norte, mas no país.
O mesmo se pode dizer do ramo educacional, que se originou das escolas paroquiais e hoje conta com milhares de estudantes. Porém, o que tudo isso significa? A resposta a essa pergunta é um dos maiores legados de Uma Igreja na Selva. Mais do que transmitir informações históricas, ou destacar um grupo religioso, a autora procura transmitir a mensagem que flui naturalmente das biografias. Em vez de uma narradora distanciada dos fatos, Loriza se envolve passionalmente com eles, pois faz parte deles e acredita neles, especialmente pelo que têm a ensinar.
Por isso, o livro transmite uma mensagem de amor à Verdade, altruísmo, fervor missionário, confiança em Deus, fazendo-nos refletir sobre o que temos feito em nossa curta existência neste mundo. Ao ler o livro de Loriza Kettle, somos desafiados a não deixar a chama dos pioneiros se apagar. Pelo contrário, devemos reacendê-la, voltar à Bíblia e aos rios de necessidades para ajudar e levar uma palavra de ânimo a quem precisa, como Jesus ensinou. Portanto, Uma Igreja na Selva é leitura obrigatória não só para quem deseja conhecer a história da Igreja Adventista no Brasil, mas para aqueles que buscam inspiração e propósito para a vida.
Diogo Cavalcanti


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