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Como decidi escrever um livro-reportagem

Com o orientador Amarildo Augusto, depois da apresentação do TCC
O ano era 2004 e os pré-formandos tinham que apresentar seus projetos de TCC (Trabalho de Conclusão de Curso). Eu não tinha a mínima ideia do que fazer ou sobre o que escrever e o professor Vanderlei Dorneles, que hoje é editor da CPB, sugeriu que eu fizesse algo relacionado à Igreja Adventista. A pergunta imediata foi "mas o quê, professor?". Então ele me deu a brilhante ideia de escrever sobre a história da Igreja Adventista lá na minha região, a Região Amazônica. Um livro-reportagem contando sobre o origem da Igreja, como começou. Aceitei o desafio de cara. Na verdade amei o projeto desde o início, apesar de saber do trabalho que teria pela frente. 

Sim, porque nunca tinha ouvido falar nem tinha conhecimento de nenhuma obra que contasse o início da Igreja Adventista na Amazônia. Por isso mesmo achava a ideia incrível! Os dias passaram e os alunos tinham que formalizar o projeto no papel, indicando quem gostariam que fosse seu orientador. Advinhem quem escolhi? Claro, o Dorneles! Apesar da expectativa, infelizmente minha escolha não foi acatada. Talvez pelo fato de ser um editor experiente (ele já tinha trabalhado na CPB antes do Unasp), o professor foi muito concorrido, acho que todos os projetos de livro-reportagem pediram ele como orientador. Então alguém tinha que ficar de fora. E, claro, sobrou pra mim.  


Mas eu não reclamo não, viu? Eu a-do-rei a o orientador que escolheram pra mim, na verdade foi perfeita. Não tem aquela história que Deus sabe o que faz? Acho que a escolha do Amarildo Augusto como meu orientador foi feita a dedo, não poderia ter sido melhor. Nunca vi uma pessoa tão atenciosa e paciente. Até quando caí em prantos na casa dele, porque estava chegando a data da defesa para a banca examinadora e ainda tínhamos ajustes a fazer, ele teve as palavras certas para me acalmar e incentivar. Olha, devo reconhecer, não sei o que seria de mim se não fosse o Amarildo comigo naqueles momentos finais de pré-formatura. Como dizem hoje, foi tenso!

Por isso que nunca devemos duvidar dos desígnios de Deus. Os caminhos dEle são perfeitos e qualquer escolha que o Senhor faça para nossa vida sempre será infinitamente melhor que a nossa. No primeiro momento que soube que o Dorneles não seria meu orientador fiquei decepcionada, mas depois entendi que Ele tinha preparado o melhor pra mim. Durante toda minha vida tive várias provas de que Deus está no comando de tudo e que nunca devo duvidar de Sua vontade. E é o que devemos fazer, confiar na vontade de Deus, sempre. Pensa nisso.

Nos próximos posts vou contar como foi minha jornada/aventura/odisséia para escrever esse livro-reportagem. Prometo contar tudo que aconteceu. Pelo menos vou tentar, rs.

Até mais. 

Loriza Kettle

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